Baixada Santista

Cidades: Santos, São Vicente e Praia Grande – SP
Datas: 20 e 21/11/2010 – sábado e domingo

Que o passeio predileto dos moradores da capital e cidades vizinhas é uma ida ao litoral, disso ninguém tem dúvidas. Mas será que é só praia, sol e água de côco que encontramos lá? Claro que não.

Nesta visita a Santos, São Vicente e Praia Grande, procurei visitar alguns pontos bastante conhecidos e outros nem tanto assim, mas igualmente interessantes e cheios de história .

Santos

Seu final de semana não precisa nublar e nem dar aquela garoinha pra você conhecer o centro histórico de Santos. O passeio é bom e há muita história pra conhecer, basta se programar, um pouco de disposição para acordar razoavelmente cedo e aproveitar tanto o mar quanto o lado cultural e histórico da cidade. Destaque para o Palácio José Bonifácio (na Praça Mauá), sede da Prefeitura.

Monumento ao centenário da imigração japonesa - Santos - SP

Monumento ao centenário da imigração japonesa - Santos - SP

Nosso passeio começou pela orla, com seu imenso jardim, principal cartão postal da cidade, tem 5.335 m de extensão e tem seu espaço reservado na história como o maior jardim de orla, segundo o Guinness Book of Records, 2000.

Museu do Surf - Emissário submarino

Museu do Surf - Emissário submarino

No extremo da orla de Santos, próximo a divisa com São Vicente, há o Parque Municipal Roberto Mário Santini, mais conhecido como emissário submarino (por ter sido construído sobre a plataforma do emissário). Nele é possível chegar a quase 400 m mar a dentro. Possui ciclovia, playground, bancos, posto de informações turísticas, sanitários (inclusive para deficientes), pista profissional de skate, arquibancada para eventos de surfe e também o próprio Museu do Surf, que tem um pequeno acervo a respeito do assunto. Nele há também o monumento em homenagem ao centenário da imigração japonesa, com 15m de altura, da artista plástica Tomie Otaka. O monumento pode ser visto por praticamente toda a orla. É também o local preferido por turistas de um dia, principalmente pela infraestrutura oferecida. Há vagas de estacionamento na via pública, sendo que tem também duas para idosos e duas para deficientes.

Importante! Na cidade de Santos a fiscalização de trânsito é muito rigorosa, se você não tem o cartão de estacionamento e tem apenas o selo, melhor não arriscar, pois o selo simples, aquele azul com o símbolo universal de deficiência, não é garantia de direito. Vimos alguns carros serem guinchados das vagas, o que é ótimo.

Palácio José Bonifário

Palácio José Bonifácio - Praça Mauá, Santos - SP

Dali seguimos para o Centro Histórico. O Palácio José Bonifácio, sede da Prefeitura e da Câmara Municipal, é o destaque do passeio. Siga o link, acima, que retrata bem os símbolos e a riqueza do local. A entrada para deficientes é lateral, sendo necessário que alguém suba e solicite a abertura. Por elevador se tem acesso a todos os andares e a visita monitorada é rica em informações. Além do belo visual, cada parte do edifício, seus acabamentos e finos detalhes são um convite ao passado e à história do Brasil. Entrada franca

Museu do Café

Museu do Café - Rua XV de Novembro, Santos - SP

No Museu do Café, na rua XV de Novembro, paralela à praça, é possível conhecer a Bolsa do Café, com equipamentos e peças da época. Há também o tabuleiro onde eram publicadas as cotações de café e os assentos usados pelos corretores. No andar superior há exposição de peças e equipamentos, além de fotos da época. O acesso ao andar superior também é pela rua lateral, precisa avisar também o segurança para que abram o elevador. A acessibilidade é precária. Nada aos deficientes visuais, uma rampa de madeira atende a entrada principal e é utilizada também para a lateral, uns 50m descendo a rua. Há cobrança de ingresso, R$ 5,00 (inteira).

Cuidado ao trafegar entre a praça  e o Museu. O calçamento é péssimo, cheio de buracos nas calçadas e, quando há, as rampas de acesso da rua para a calçada possuem degraus. Minha cadeira enroscou num dos buracos e o Claudinei, que estava me ajudando no momento, teve o tornozelo prensado na cadeira e eu quase beijei o chão. =)

Saindo do Museu, o passeio de bonde é uma alternativa. Caso queira fazer o percurso, verifique qual o horário de saída do carro que possui acessibilidade. Um deles possui uma rampa, mas não cheguei a fazer este passeio. Já vi fotos de cadeirantes, inclusive do pessoal da cidade, ligados ao movimento das pessoas com deficiência utilizando, ou seja, é acessível. Na praça há uma vaga de estacionamento para deficientes. O passeio é pago, verifique a tarifa. A última estava em R$ 5,00 (inteira).

Monte Serrat

Monte Serrat - Santos - SP

Ali próximo há o acesso ao Monte Serrat, basta seguir os trilhos do bonde. Talvez você já tenha visto aquela competição Descida das Escadas de Santos (Downhill Urbano), ele é realizado ali, nas escadarias do acesso ao morro. São 415 degraus. Se estiver afim, fique a vontade. A outra alternativa é o sistema funicular, mais conhecido como Bonde do Monte Serrat. No alto do monte há o Santuário de Monte Serrat, padroeira da cidade. O local também já abrigou um restaurante cassino. A vista de lá, de 360º permite ver toda a cidade parcialmente a região (Cubatão, Guarujá, São Vicente e Praia Grande). O custo do bondinho, R$ 18,00 (ida e volta), mas não se anime, não há acessibilidade alguma. São escadas para chegar até a plataforma e depois mais escadas para o acesso ao bonde. Lá em cima, mais escadinhas lindas o aguardam. Enfim, menos um no meu roteiro. Mas não deixa de ter sua beleza.

Não. Não tem outro jeito de chegar. Perguntei se não havia como subir de carro e não há acesso. Minha curiosidade, que não é pouca, acabou gerando a pergunta ao funcionário do setor de informações turísticas: E quando uma pessoa compra uma geladeira, por exemplo, como faz pra entregar? Resposta: Não sei, acho que vai de bonde. Não me dei por vencido, quem sabe, qualquer dia desses, posto uma foto lá de cima, hehehe.

Fragata Niterói

Fragata Niterói - Porto de Santos - SP

Como Santos é o maior porto do nosso país, não tinha como estar ali e não visitá-lo. Do centro, basta seguir as placas indicando o terminal de passageiros/cruzeiros. O caminho é longo e proporcional ao título de maior porto, então, paciência. Siga as placas e não tem como errar. Cuidado com os radares nas vias, obedeça aos limites, pois o governo de Santos adora seguir as regras e, bondoso que é, distribui lembranças, em forma de multas, a seus visitantes mais apressados. Ah, falávamos do terminal de cruzeiros? Estava fechado, em reforma, já sendo preparando para a temporada 2010/2011 e só tem funcionado parcialmente quando há necessidade. Devem estar já no final.

Sabe aquela curiosidade? Até que ela rendeu. Não vimos o terminal, que talvez até não tivesse tanta graça assim, mas o passeio rendeu um pouco mais. No terminal da Marinha, ponto de retorno caso fôssemos aos cruzeiros, havia duas fragatas para visitação.

Descemos, o lugar não é dos melhores, chão de terra batida, pedregulho, mas até então, light. Entramos, uns 50 metros e acabou meu passeio. Criatura abestada!

O que será que passou na minha cabeça de pensar que haveria sequer a possibilidade de uma cadeira de rodas adentrar um navio militar?!?! É, foi meio frustrante, mas a grandiosidade da fragata, ali, alguns metros a minha frente, valeu. Passada a frustração, veio a observação, o devaneio, o imaginário. Como será que fazem, que tipo de engenharia e ciência mantém tantas toneladas de metal e outros materiais flutuando? Bom, meus amigos subiram e fizeram algumas fotos, estão no álbum, no final da página.

Nossa, bateu uma fominha.

Bonde - Posto de informações turísticas em Santos

Bonde - Posto de informações turísticas em Santos

Ali no porto, não rolou, nada a vista. A sugestão é seguir para a orla. Fora os quiosques, com seus petiscos, há bons restaurantes, inclusive os dos hotéis, que servem ótimas refeições e o custo é razoável. Na Av. Ana Costa, já lá pelo canal 3, também há boas opções e é um dos locais mais movimentados da cidade, com boas casas e bares também.

Um passeio praticamente obrigatório para quem vem a Santos é o Aquário Municipal (página oficial), muito bom, 100% acessível e conta com vagas para deficientes nos dois lados do local, na orla e na avenida. Atração paga, verifique os valores.

No mesmo bairro do Aquário, Ponta da Praia, vale visitar o Deck do Pescador, espaço público para pesca, mas que pode render boas fotos, pois é a passagem de acesso ao porto e o trânsito de embarcações, de vários tipos, é intenso. Dica, vá próximo ao pôr do sol.

Praça Mauá - Centro de Santos

Praça Mauá - Centro de Santos

Para a noite, além dos restaurantes, bares e os quiosques da orla, há também as feiras de artesanato, um bom passeio para aproveitar a brisa do mar e dar um bom passeio noturno. Das várias que acontecem na cidade, sugiro as do Canal 3 (na orla), a da praça em frente ao Sesc e a que acontece nos jardins do Aquário.

Pouco adiante há o Museu de Pesca, com entrada a R$ 2,00 (inteira). Neste eu não cheguei a entrar, portanto não posso falar da acessibilidade.

Além destas informações, confira também o site da Secretaria Municipal de Turismo. Lá você encontra dicas e roteiros para vários tipos de passeios, além dos endereços completos, sites oficiais e outras dicas da cidade. As sugestões de roteiros deles variam de 1 a 7 dias.

Fico devendo, para uma próxima visita, o Museu de Pesca, Pinacoteca Benedito Calixto (também na orla), passeio na linha turística de ônibus seletivo de Santos e um passeio de escuna, que sai ali perto do Deck do Pescador e os preços são bem acessíveis.

São Vicente

Vaga para deficientes em São Vicente - SP, com 3 motos estacionadas sobre a área zebrada para desembarque.

Vaga para deficientes em São Vicente - SP, com 3 motos estacionadas sobre a área zebrada para desembarque.

A cidade, primeira vila fundada pelos portugueses em 1532, além das belas praias, é palco da Encenação da Fundação da vila de São Vicente, iniciado em 1982 e que já teve grandes nomes da tv e do teatro em seu elenco, realizado no mês de fevereiro.

No alto da Ilha Porchat há o Monumento dos 500 anos do Brasil, que além da vista, conta com as linhas arquitetônicas de seu projetista, o arquiteto Oscar Niemeyer. Curiosidade. O alto do monumento traça uma linha imaginária apontando diretamente para o Congresso Nacional.

Ponte Pênsil - São Vicente

Ponte Pênsil - São Vicente - Fonte: Site Prefeitura de São Vicente

Em São Vicente também está a Ponte Pênsil, uma das ligações entre a cidade e  Praia Grande, município vizinho. Quando fazemos o caminho inverso, ou seja, de Praia Grande para São Vicente, é possível avistar uma imensa bandeira, que é a maior bandeira brasileira hasteada em mastro, com 630 m² e 110 quilos. Não pensem que podem chegar até ela. O tonto aqui já tentou e o lugar é fechado. 😛

Ainda em São Vicente, há o teleférico, com saída da orla e o Morro da Asa Delta, também conhecido por Itararé ou Voturuá. O acesso a ele é feito também pela av. da orla, contornando o morro. O caminho não é dos mais bonitos, a subida é íngrime e as ruas bem estreitas, mas a vista compensa.

Vôo Livre - São Vicente

Vôo Livre - São Vicente - Fonte: Site Prefeitura de São Vicente

Aos mais corajosos, que tal um salto? Com instrutor, claro.

Em São Vicente o pessoal da CET (empresa municipal encarregada da fiscalização viária) não é rigoroso, aliás, diria que é bem relapso ou relaxado mesmo. A maioria das vagas para deficientes, isso mesmo, a maioria, é usada por pessoas que não são deficientes, sem a menor cerimônia. Quando a vaga não está ocupada, a zebra, espaço utilizado para abrir a porta e circular com a cadeira, é ocupada por várias motos. Se você pretende ir a São Vicente na época de temporada, prepare uma boa dose de paciência, pois vai precisar.

Reclamar? Pode sim. Se conseguir achar alguém, reclame, mas não espere atitude ou providência. Já fiz isso e deu em nada.

Praia Grande

Praça da Paz - Praia Grande - SP

Praça da Paz, em Praia Grande - SP, também conhecida como praça das cabeças.

Das três cidades está é, sem dúvida, o destino predileto dos paulistanos e moradores das cidades no entorno da capital. Digam o que quiserem, que Praia Grande é suja (não é mais), que lá só tem gente grosseira (na capital é o que mais tem), que só tem pobre (e aonde não tem?) ou ainda que lá é lugar de farofeiro. Que seja, mas quem de nós, com mais de 30, nunca fez sua farofinha? Cara, Praia Grande é um dos melhores lugares do litoral paulista.

Tá bom, menos.. mas é bom. Melhorou muito e se você ainda torce o nariz quando falam a respeito da cidade, vá lá e visite novamente. Vai ver que muita coisa mudou. Infelizmente não tenho mais a foto, feita meses atrás, da orla. O mar estava de um verde tão convidativo que, mesmo correndo o risco de ficar mais uma vez atolado na areia, ir lá e tomar um bom banho de mar.

Hoje em dia, além claro dos 20 km ou mais de praias, a cidade oferece boa parte de seu calçadão revitalizado, inclusive com rampas de acesso, mas ainda com o #%@#$%@ piso de pedras portuguesas. Mas tá valendo, melhor isso que ter que saltar o calçamento ou andar quarteirões para poder ter acesso. Há também pistas de skate, nos bairros Aviação e Ocian, a famosa Praça da Paz, conhecida também como praça das cabeças. Na praça há esculturas, em metal, sobre um espelho d´agua e interligadas por uma passarela. Em algumas é possível entrar e ler dados da obra, inclusive em braile.

Na areia, além dos quiosques, com a chegada do verão, há também a ação de ongs com o ideal de praia acessível, basicamente esteiras e cadeiras de praia próprias para deficientes. Em breve colocarei fotos sobre.

Minha ida até lá foi meio complicada. Na noite anterior, 20, um dos pneus da cadeira furou. Resultado, voltamos ao apto e tive que aguardar até o dia seguinte. No dia seguinte, legal, cidades turísticas, que basicamente dependem dos visitantes tem seu comércio praticamente todo fechado aos domingos. Muito legal isso. Rodei muito até achar uma bicicletaria para fazer a manutenção.

Algo que aprendi nesta viagem: tenha sempre uma câmara-de-ar e um mini compressor no carro. Pra fazer a troca, uma chave de fenda mesmo e um pouco de habilidade resolvem o problema. Esse mini compressor vc encontra em casas de material de construção ou nessas lojas que vendem de tudo, vulgo tranqueiras paraguaias e chinesas. Resolve e suporta até a calibragem dos pneus de alta pressão, 110 libras, e o custo é baixo, paguei R$ 30,00.

Álbum de fotos (130 fotos)

A seguir:
Dezembro – Campos do Jordão

São Paulo – 2o. dia

Cidade: São Paulo – SP
Data: 15/11/2010 – segunda-feira (feriado)

Pátio do Colégio

Pátio do Colégio - São Paulo

Segundona, feriado, ainda um pouco cansados do domingo, que foi bem proveitoso, seguimos novamente à área central da cidade. A idéia era ir até o bairro da Liberdade, reduto oriental paulistano, que tem sua tradicional feira, aos domingos, com produtos e alimentos típicos e que fica bem próximo ao Fórum Central. Nunca fui, pois dizem que, além de cheia, a feira não possui quase acessibilidade e as ruas, no entorno da praça, são muito íngrimes. Qualquer dia desses vou lá conferir e conto como foi.

Pátio do Colégio

Pátio do Colégio

Fizemos também um percurso de carro pelo centro e imediações por ser uma área grande a percorrer e com poucos lugares disponíveis para visitação, mas com beleza e riquezas arquitetônicas únicas. Também é interessante parar em alguns pontos e praças principais e explorar o local, como o largo de São Francisco, viaduto do Chá, sede da Prefeitura e o Teatro Municipal.

Por ser morador da cidade, sabia quais lugares ir, mas sugiro que faça sua pesquisa antes, assim você poderá evitar contratempos, como os que direi a seguir, e também aproveitará melhor o tempo.

Rua XV de Novembro

Rua XV de Novembro

Há também a opção do Turismetrô – talvez a melhor -, que é oferecido pela companhia de metrô da cidade. São sete roteiros, saindo sempre da estação Sé, aos sábados e domingos em dois horários, às 09h e às 14h. No mês de Dezembro há o especial de Natal, que inclui o Museu de Arte Sacra, na Luz.

Utilizando do próprio metrô, um guia especializado conduz o grupo a diversos pontos da cidade. É bem interessante, primeiro pelo custo, que varia de 1 a 3 passagens de metrô na tarifa do bilhete unitário e, segundo, pela comodidade de ter um guia com informações relevantes e sempre um roteiro agradável e bem organizado.

Bovespa

Bovespa

Sobre o contratempo, é… lamentavelmente era um lindo feriado e boa parte das atrações culturais do centro estavam fechadas ou não funcionam aos feriados*. Fiquei imaginando se eu fosse um turista, chegando a São Paulo para uma visita e encontrar os pontos de interesse fechados. Frustrante isso.

Voltando ao roteiro, visitamos a pé, o Pátio do Colégio , rua XV de Novembro, Bolsa de Valores (BOVESPA) e Largo de São Bento.

Cervejaria São Jorge

Cervejaria São Jorge

Fizemos também duas paradas para lanche e uma merece destaque. Paramos, após a saída da Bovespa, para um café e um chopp na Cervejaria São Jorge, logo no final da XV de Novembro, na Praça Antonio Prado. Gosto muito de café, aliás, adoro! Lá foi um dos melhores cafés que já tomei, sem brincadeira ou exagero. Segundo o cardápio, é um café gourmet, orgânico. Se é mesmo, não sei, mas que é muito bom, pode ter certeza que é, sim senhor.

Segundo o Alceu, que me acompanhou nestes dois dias, o chopp de lá também é dos melhores que já provou. A única coisa que não é muito boa mesmo é o preço. Os preços não são populares, mas não me arrependi nem um pouco de ter dado os R$ 3,00 numa xícara de café e R$ 5,00 o copo de chopp (mais 10% de serviço).

Largo de São Bento

Largo de São Bento

Depois, já com o carro, seguimos pelas ruas Boa Vista e Líbero Badaró, Viaduto do Chá, Teatro Municipal (página oficial), Av. São João, Av. Ipiranga, Praça da República, Av São Luís, Rua Augusta e seguimos até a região da Paulista.

Merecem destaque:
Prédio da Prefeitura de São Paulo, no viaduto do Chá, esquina com a Líbero Badaró.
Teatro Municipal, que ainda está em reforma e teve sua programação distribuída para outras salas de teatro.
Edifício Itália, na Av. São Luís, o segundo prédio mais alto da cidade. Abriga, em seus 46 andares, escritórios, lojas e restaurantes, com destaque para o Terraço Itália, de onde também é possível avistar boa parte da cidade. Neste há a cobrança de ingresso, R$ 20,00, por pessoa. Não subimos mas, segundo um funcionário, há acesso para cadeirantes.

Espero que tenham gostado. Farei outros percursos em São Paulo, pois como disse no post anterior, a cidade é imensa e há muito a ser visto.

Grande abraço!

Ah… próximo post será sobre a Baixada Santista (Santos – inclusive o porto – e Praia Grande)

Galeria de fotos

*

  1. CAIXA Cultural (site oficial) – acervo da Caixa Econômica Federal
  2. Centro Cultural Banco do Brasil (site oficial) – acervo, exposições e teatro
  3. Edifício Martinelli (site oficial) – antigo edifício no centro de São Paulo, na Rua São Bento. Foi o primeiro arranha céu da América Latina, com 30 pavimentos. Possui mirante, no 26° com vista panorâmica de boa parte da cidade e, melhor de tudo, acessibilidade. Segundo informado por telefone, sim, é possível acessar o mirante.
  4. Prédio do Banespa (Banespão) – funciona de segunda a sexta, das 10h às 15h, mas não possui acesso, pois a partir de um determinado ponto, somente escadas. Dizem que é um dos pontos mais interessantes para visualizar a cidade.

São Paulo – 1o. dia

Cidade: São Paulo – SP
Data: 14/11/2010 – domingo

É, já deu pra notar que num único dia seria impossível conhecer a cidade de São Paulo (site da Prefeitura de São Paulo e site oficial de turismo da cidade de São Paulo), a maior do país, por isso fizemos em dois, ainda assim, de forma muito rápida. Poderia até fazer um blog especificamente para a cidade e ainda assim, saindo todos os dias, conhecendo lugares novos, ainda faltaria espaço (e grana) pra tudo. Mas vamos ao que interessa.

Pinacoteca, foto de escultura.

Pinacoteca, foto de escultura.

A própria página na Wikipédia, link acima, já dá idéia do quanto se tem a conhecer. São Paulo é um dos grandes centros culturais, gastronômicos e financeiros do Brasil. Optei por fazer o roteiro cultural, o que mais gosto e também por ser o mais acessível, começando pela Pinacoteca do Estado de São Paulo (site oficial).

Ao lado da Pinacoteca fica o Parque da Luz, que também abriga algumas obras, a céu aberto. Caso visitem o parque, ao serem abordados por alguma senhora, preste atenção. Ali é também um conhecido ponto de prostituição e funciona a qualquer hora do dia. Quando digo senhoras, são senhoras mesmo, acima de 40 anos. O prestar atenção não quer dizer que haja algum perigo, pois há bastante policiamento no local, mas não custa ter uma dose extra de cautela.

Maquete tátil

Maquete tátil

Além de 100% acessível a Pinacoteca também conta com dois atrativos bastante interessantes. Maquete em braile, disponível para orientação de pessoas com deficiência visual. Por meio do toque é reconhecido um gabarito com cada parte da maquete e sua respectiva legenda, permitindo assim que a pessoa tome conhecimento da dimensão, proporção e localização do espaço ocupado pelo prédio. No segundo andar, ao lado do acervo permanente, há também a Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras. São diversas obras, com legenda em braile, que podem ser tocadas pelas pessoas com deficiência visual. Neste espaço (e somente nele) há também a presença de piso podotátil, aquele que serve de referência no chão para direcionamento.

Detalhe maquete tátil

Detalhe maquete tátil

Em seguida o Museu da Língua Portuguesa (site oficial), que tem acervo permanente e também a exposição temática. Desta vez o autor é Fernando Pessoa. A exposição temática fica no primeiro andar. O segundo é o acervo permanente, com destaque ao telão de 106 metros de comprimento, os totens com informações com origem das palavras, das línguas, ramificações linguísticas e fonéticas, entre muitas outras atrações. No terceiro andar fica o auditório, com exibição de filme. Ao adquirir sua entrada, será também fornecido um ingresso para uma sessão com horário marcado.

Estação da Luz

Estação da Luz

Como o museu é anexo à Estação da Luz, vale também uma visita. Sua arquitetura é riquíssima e também dá pra ver a diversidade cultural da cidade pelas pessoas que circulam na estação.

Seguimos para a região da av. Paulista e paramos no shopping Paulista, que fica logo no começo da avenida.

Após o almoço, seguimos para o Itaú Cultural, que fica quase em frente ao shopping.

Vale a visita também a Igreja anexa ao Hospital Santa Catarina, fundado em 1906, em frente ao Instituto Itaú Cultural.

Aviso acessibilidade Casa das Rosas

Aviso acessibilidade Casa das Rosas

Como ninguém é de ferro, uma pausa para um café na cafeteria nos fundos da Centro Cultural Casa das Rosas (site oficial), lugar muito agradável, de bom gosto e que não dá vontade de sair. Aqui, o único detalhe, foi o acesso à Casa. A imagem de acessibilidade é uma daquelas que engana. Resumindo, você tem acessibilidade, mas só dentro da Casa. Para entrar, ou seja, subir os degraus, chame algum funcionário e peça que o ajudem.

Superado esse contratempo, fomos rumo a Galeria do Conjunto Nacional que abriga, além das lojas e restaurantes, uma das maiores livrarias de São Paulo, a Livraria Cultura e também a unidade Paulista da Caixa Cultural, expondo parte do acervo da Caixa Econômica Federal.

Como São Paulo possui diversos centros de compras, em frente ao Conjunto Nacional há outro shopping, o Center Três, site oficial. Por si só seria apenas mais um centro de compras, mas lá, aos domingos, há uma feira de artesanato, que começou tímida, em apenas um dos corredores inferiores. Hoje já toma todos os espaços livres, dos dois pisos, exceto a praça de alimentação. Conta com todo tido de produtos, desde os artesanatos tradicionais, passando por roupas, a maioria de vanguarda e modelos super atuais e antenados com as novas tendências até objetos de decoração e artigos de beleza e higiene pessoal. Vale muito a pena. Há muitos produtos exclusivos e até customizados. Abriga também um pequeno espaço para exposições.

Ufa! Só de relembrar o percurso, cansei.

Galeria de fotos, clique aqui.

Observações:
Para todos os locais, visite os sites oficiais, confira a programação e também os preços de ingressos. Não paguei ingresso em nenhum dos museus e centros culturais administrados pelo Estado. Neles a entrada de pessoas com deficiência é gratuita. Há também a meia entrada para menores, pessoas maiores de 65 anos e também para professores e alunos, desde que comprovado o direito a meia entrada. Na maioria deles também, aos sábados, não há a cobrança de ingresso.

Nestes locais também há a disponibilidade de cadeiras motorizadas, não todos. Estacionamento permitido na Pinacoteca, nos demais, utilize as vagas nas ruas ou estacionamentos próximos. Todos os shoppings possuem estacionamento particular, pago, e seus preços variam. Se você vem a São Paulo de carro e for deficiente, procure ter o seu cartão de estacionamento atualizado, agora ele tem validade nacional. Nas vagas de zona azul, além do cartão de estacionamento, é necessário ter o cartão de zona azul nos dias e horas específicos. A falta dele pode gerar multa e até a remoção do veículo. Somente o adesivo no vidro do carro não dá direito a estacionar nas vagas reservadas.