Campos do Jordão – uma boa aventura

Cidade: Campos do Jordão – SP
Data: 17 e 18/12/2010

Cidade

Campos do Jordão, vista de hotel no alto da montanha

Campos do Jordão, vista de hotel no alto da montanha

Há um certo tempo vinha querendo conhecer Campos, agora, a convite do amigo Luke, calhou de combinarmos e ir visitar essa bela cidade.

Ela fica na Serra da Mantiqueira, bem no alto, uma vista magnífica, acolhedora e até empolgante.

Como toda cidade serrana, é de clima frio e muito conhecida por sua temporada, que é no inverno, com seus vários bares, restaurantes e hotéis, que variam dos mais simples aos mais requintados.

Prédio de apartamentos, na Vila Inglesa.

Prédio de apartamentos, na Vila Inglesa.

Falando em requinte, nas áreas nobres da cidade, como a Vila Inglesa, é possível ver casas e edifícios que lembram palacetes, realmente lindos, um brinde aos olhos, não só pela arquitetura diferenciada mas também pela beleza, acabamento e, também, o luxo.

O roteiro não é dos mais baratos, ao menos para o meu bolso.

Capivari calçadão com comércio, bares e restaurantes.

Capivari calçadão com comércio, bares e restaurantes.

Uma das especialidades locais é o chocolate, diga-se de passagem, dos melhores que já provei. Comparável aos chocolates do sul, de Gramado. Pena o preço, R$ 3,50 um bombom pequeno, mas que, apesar de caro, vale cada centavo. Sempre há as alternativas, mas no quesito badalação, não, ainda não dá pro meu orçamento.

O Capivari, bairro conhecido, noticiado por seus restaurantes e centro das atenções na alta temporada merece e deve ser visto, a propósito, é ponto obrigatório. Construções com características européias estão por toda parte, detalhes remetem a brasões de família e também castelos medievais, com torres e pesadas grades limitando o acesso de uma galeria.

A hospitalidade, ainda que numa cidade muito visitada, lembra a de cidades pequenas do interior paulista. Pessoas acolhedoras, simples e igualmente simpáticas fazem a diferença.

Hospedagem
Como disse, é uma cidade diferenciada, portanto, não vá esperando encontrar opções muito em conta. Fomos este mês, dezembro, fora de temporada, e ficamos dois dias (17 e 18), pagando uma diária no Albergue da juventude chamado Campos do Jordão Hostel. Ambiente limpo e simples, mas bem cuidado. Bom atendimento mas, ainda que conste no site oficial dos Albergues no Brasil o símbolo internacional de acessibilidade indicando que o local possui quarto adaptado, a informação não procede.

Como seguro morreu de velho, troquei emails, antes de fazer a reserva, diretamente com o pessoal responsável pelo local. Fui informado que sim, há duas suites no térreo, pois o restante, inclusive a recepção, fica na sobreloja, com acesso somente por escada.

As suites ficam em frente ao estacionamento, o que facilita bastante o acesso porém (sempre há um porém), não fui informado que o terreno é irregular, com pedras (brita) e, entre as pedras e a calçada em frente aos quartos, há uma valeta, ou seja, uma roubada se estivesse sozinho.

Pensa que acabou? Nem abri a porta do quarto ainda, hehehe.

Carpete. Até aí, tudo bem, não é o piso mais adequado mas é excelente, principalmente para o frio que faz na cidade e o quarto não é tão grande assim pra causar nenhum transtorno então, não reclame.

Quer usar o banheiro? Tente.

O trinco é daqueles bem simples, de metal, em “L”, que quando entra no buraco do batente vc vira e trava, mas precisa de um empurrão, pois a porta cedeu um pouco e não fecha por completo. Tudo bem que uma pessoa com comprometimento severo não viaja sozinha, mas até o mais normal dos normais tem dificuldades pra fechar aquilo, pois não tem um puxador, apenas o trinco na porta, enfim… Fechada a porta, nossa, que aperto.

Fique onde está, basta virar seu tronco para a direita e usar a pia. Molhou? Não tem problema, eles fornecem toalha. O vaso? Basta vc se projetar pra frente e pronto, nem precisa travar a cadeira, pois o vaso e a porta já fizeram isso por você. Banho? Hmmm muito bom, mas apenas se você conseguir ficar em pé, ultrapassar o box de acrílico e sentar-se no chão ou tomar banho em pé, que não é meu caso.

Felizmente consigo ainda usar muletas para percursos pequenos, a mobilidade não é lá essas coisas, chega a ser bem precária, tanto que utilizo a cadeira o tempo todo, mas, se fosse outra situação, certamente eu e principalmente o local teria tido uma noite memorável pois,  segundo um amigo, advogado, caso passe por uma situação como essas a primeira providência é o contato com o pessoal da recepção, para informar o problema e pedir uma solução. Não havendo solução, peça para falar com alguém superior a ele, um gerente ou ainda que seja o dono do estabelecimento e, ainda assim, não havendo solução, o jeito é ir mesmo a uma delegacia e registrar uma ocorrência. Infelizmente se faz necessário, afinal, o que você vai fazer, tomar banho na pia e ainda pagar por isso?

Transtorno superado e banho tomado, numa cadeira de plástico, dessas de jardim mesmo, fui pra cama, recuperar um pouco o fôlego e esperar os outros ficarem prontos.

Nossa, em pleno mês de dezembro, frio! O suficiente para os amigos Alceu e Luke estarem de blusa e eu de camiseta de manga comprida. Descanso justo, programação na tv não agrada muito. Melhor sairmos pra jantar e tomar alguma coisa. No mesmo prédio, numa das lojas, funciona um restaurante e pizzaria, preço razoável e comida boa, Sergio´s Restaurante, mas há diversas opções para todos os gostos e bolsos.

Hora de dormir, programar o dia seguinte. Melhor por o celular pra carregar. Nossa, que estranho! Não tem tomadas no quarto? Ah, tem sim, fica numa ‘adaptação’, logo abaixo do suporte de tv, ali no alto. Ainda bem que não fui sozinho, senão, muletas novamente e ainda bem que o quarto é adaptado.

Turismo

Trilhos da Estrada de Ferro Campos do Jordão

Trilhos da Estrada de Ferro Campos do Jordão

A cidade por si só já é muito agradável. A região é muito bonita e os mirantes e picos oferecem belas paisagens, lindas fotos, dignas de cartões postais, mas estamos a passeio e fomos ver o que mais a cidade tem a oferecer.

Logo na chegada, dando uma volta no entorno do hotel reparei que há uma linha de trem dividindo toda a avenida principal, desde a entrada da cidade, com destaque para um enorme e bem cuidado portal, devidamente decorado para o Natal, e possui várias estações, cuidadas e aparentemente funcionando.

Fomos até uma delas e descobrimos que há passeios de trem. São dois, um que percorre a região urbana da cidade, custa R$ 15,00 por pessoa e sai de hora em hora. O outro, que participamos, que vai de Campos até Santo Antonio do Pinhal, sai por R$ 40,00 por pessoa e tem duração de 2 horas e meia e todos saem lá da estação no Parque Capivari. Por ser cadeirante, não cobraram o meu ingresso.

No percurso, além de passar por toda a cidade, vimos paisagens bem interessantes até chegarmos a Santo Antonio do Pinhal, só isso.

Credo! Tá amargo hoje, hein?

Alto do Lajeado, ponto culminante ferroviário do Brasil, 1743m de altitude.

Alto do Lajeado, ponto culminante ferroviário do Brasil, 1743m de altitude.

Não gente, sinceramente, antes de dar minha opinião observei primeiro meus amigos, que logo foram dizendo o quão ruim acharam e, depois, durante o percurso de retorno, o desagrado era visível e geral entre os passageiros.

Bom, por que é tão ruim assim? Primeiro falarei do ponto de vista geral e depois do ponto acessibilidade, que tem seu lado ruim mas também vi uma rampa que descreverei mais abaixo, achei a idéia muito boa.

No geral, vc desembolsa R$ 40,00, espera algo no mínimo interessante. Não houve nada que no caminho, de carro mesmo, você já não tivesse visto, pois a linha, em dois momentos, passa sobre a rodovia que liga a cidade ao vale e há o Mirante do Chinês, próximo à cidade, melhor parar na volta e apreciar a vista.

Estação Eugênio Lèfreve - Santo Antonio do Pinhal

Estação Eugênio Lèfreve - Santo Antonio do Pinhal

O trajeto, que dura uma longa hora pra ir e outra longa hora pra voltar, é de acabar com os estômagos mais sensíveis e de irritar os mais pacientes. O vagão chacoalha muito, o tempo todo, chega a ser desconfortável. Superada a hora de ida, vc chega a uma simpática estação, Eugênio Lèfreve, já em Santo Antonio do Pinhal. Na estação vc encontra uma loja de souvenirs e artesanato, com destaque para a degustação de cachaças e licores, sendo os melhores, ao meu paladar, cachaça aromatizada de canela e o licor de jabuticaba, excelentes. Encontra também um bar, com doces e salgados, que dizem serem bons, mas não experimentei.

Fora da estação, bem ao lado, há uma segunda loja de artesanato, com praticamente nada de local mas muitas coisas da 25 de março e também uma mini estufa com orquídeas. Destaque para a acessibilidade na estação de Santo Antonio. 100% adaptada, com rampas e, pasmem, banheiro totalmente acessível e disponível para cadeirantes. O único problema é encontrar o responsável, que está com a chave, pois o local, além de banheiro é almoxarifado, guarda volumes e vestiário do pessoal. Bom, ao menos existe um.

Plataforma de acesso e desembarque acionada por alavanca.

Plataforma de acesso e desembarque acionada por alavanca.

O lance da rampa, que está nas fotos, é o seguinte: muito bem bolada (ao menos nunca tinha visto uma assim), ela tem mecanismo tracionado por alavanca que, quando acionada, levanta toda a plataforma e a deixa sobre três rodas, fazendo com que seja facilmente transportada e utilizada em outro lugar. Confesso que me surpreendi com a estrutura do local, muito pequeno, mas em vista de Campos, dá de 10!

Escada utilizada para embarque na estação Capivari.

Escada utilizada para embarque na estação Capivari.

Na estação de Campos (fotos também), para embarcar, há uma escada de metal, com dois degraus que servem de acesso entre a plataforma e o vagão. O acesso seria muito mais simples, não só aos cadeirantes, mas a todos, se fosse uma pequena rampa, como outras duas que estão disponíveis na estação. Questionei um dos funcionários do porque usarem a escada e não a rampa, pois foram obrigados a me puxar pra dentro do vagão, e ele disse que, como são carros diferentes, cada um tem uma altura, ou seja, as outras duas rampas eram para os outros modelos, que fazem o circuito local. Uma coisa que notei na cidade é que o pessoal, por descuido ou sei lá qual outro nome caiba, talvez humor, são bem desligados quando o assunto é acessibilidade. Há uma foto de uma vaga que fica, caprichosamente, numa descida, sendo que há uma avenida inteira, logo abaixo, totalmente plana.

Andando pelo Capivari.

Andando pelo Capivari.

Outra piada, que vemos muito em São Paulo, são as rampas que costumo chamar de rampa órfã. Ela tem começo (mãe) mas não tem fim, ou seja, vc usa pra atravessar a rua, quando chega do outro lado, surpresa!!! Não tem como subir, não tem outra bendita rampa e vc fica ali, com cara de otário esperando alguém pra lhe ajudar ou vai na fé e fica na rua mesmo.

Já no Capivari, não tem jeito, vá pela rua, pois na calçada, quando encontrar a rampa, certamente haverá um carro na frente dela, sem falar que elas, calçadas, são na maioria de pedra, muito irregulares, detonam rapidinho a cadeira.

Aventura

Tudo pronto para a aventura. Touca descastável, capacete e moto.

Tudo pronto para a aventura. Touca descartável, capacete e moto.

Quando estávamos no Capivari fomos abordados por um rapaz oferecendo passeios de moto, ou melhor, trilha com motos. Fiquei com muita vontade, ele disse que havia até quadriciclos com transmissão automática, ou seja, controle totalmente manual e seria tranquilo pra mim.

Preço meio salgado, R$ 70,00 por hora, mas como estávamos em 3, haveria um desconto, estavam em promoção também. Saiu por R$ 50,00 a hora.

No dia seguinte, lá fomos, cedinho pra aproveitar o passeio, o clima e também pra não estourar no tempo da diária do hotel, pois um banho antes de sair cairia muito bem. No local, há dezenas de veículos, inclusive duas gaiolas (um carro adaptado para trilha) que é ideal para quem tenha pouca mobilidade ou controle de tronco, participar, ter a emoção das trilhas. No caso das gaiolas, se não houver acompanhante, um dos guias será o condutor. As gaiolas são com transmissão manual de câmbio e pedais.

Praticando desviar de galhos, encarar buracos, lama e terreno acidentado. Muito bom!!!

Praticando desviar de galhos, encarar buracos, lama e terreno acidentado. Muito bom!!!

O passeio é fabuloso e não dura apenas uma hora, sempre rola um ‘chorinho’ no tempo e nem precisa pedir. Abaixo estão os dados pra contato deles. Por que estou indicando? Primeiro pelo atendimento, muito bom. Segundo, preço, foi o melhor que encontrei na cidade, e olha que rodei praticamente tudo e, terceiro, tecnicamente falando, parecem ser melhor preparados e estruturados. Há uma oficina dentro do local, ou seja, a manutenção tende a ser constante.

Colocada a touca descartável e o capacete, bora treinar e conhecer o equipamento. As trilhas são bem tranquilas. Num primeiro momento, subida leve, algumas curvas acentuadas, velocidade baixa. Sempre muito seguro. Depois, um treino leve, num campo. Parece bobeira ou enrolação ficar dando voltas num campo, mas depois, com o que tem a seguir, entendemos o porque de ficar dando voltas ali, experimentando e tomando confiança e conhecendo melhor o mecanismo, os freios.

Após algumas voltas, somos convidados a descer a lateral do campo, que parece pequena a altura, mas a sensação… Indescritível! Instante de superação de medos, tensão.

Ai que medo, ou melhor, adrenalina! As fotos não demonstram, mas é bem inclinada a descida e, pra ajudar, em curva.

Ai que medo, ou melhor, adrenalina! As fotos não demonstram, mas é bem inclinada a descida e, pra ajudar, em curva.

Mais algumas voltas, descemos de novo e, pausa para fotos. Bem, pausa não é bem o termo. Num segundo momento, em outra parte da trilha, a surpresa e o ápice da aventura. Um trecho muito inclinado, muito mesmo, chega a dar uma certa apreensão (medo mesmo) de descer. Vontade de desistir e começa aquele riso frouxo, nervoso, insistente. Vai Valdir, vc vai até ali e trava o freio, vai escorregar, mas é assim mesmo, diz o instrutor.

Tenso, tenso, muito tenso! Uhuuuuuu!

Valeu cada segundo, cada suor, cada esforço pra me manter no banco. Foi uma das melhores experiências na nova situação. Liberdade, medo, superação. Emoção.

Vista panorâmica da cidade, coroando o final da aventura.

Vista panorâmica da cidade, coroando o final da aventura.

Pra coroar o passeio, uma ida a um ponto elevado, fotos e uma vista panorâmica da cidade.

Minha sugestão é, ao invés do passeio de trem, invista nos passeios de aventura ou ecológicos. Há diversos mirantes, um deles, o Pico do Itapeva, além da bela vista, o caminho até lá é bem interessante, inclusive passando pelos 3 grandes hotéis da cidade, um deles desativado, mas que rendem lindas fotografias.

Resumindo, este passeio foi um dos que eu mais esperava e dos que mais me agradou. Problemas sempre teremos e são inevitáveis, vai depender de nós a maneira de os superar e, se for o caso, tomar as providências, pois antes de deficientes, somos cidadãos, consumidores e com direitos iguais a qualquer um.

Álbum de fotos (152)

Serviços:
Hospedagem
Site do Campos do Jordão Hostel

Aventura
Passeios na Natureza
Av. José de Oliveira Damas, 155

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Ilhas de acessibilidade

Sesc Belenzinho, vista interna.

Sesc Belenzinho, vista interna.

Quando falamos em acessibilidade geralmente vem à nossa mente uma rampa, um elevador ou mesmo uma escada, lembrando a dificuldade que algumas pessoas, com deficiência ou não, possuem para se locomover.

Alguns lugares aqui em São Paulo, como também em qualquer cidade brasileira, são verdadeiras ilhas de acessibilidade, isolados do acesso comum, a não ser por carro próprio ou taxi. Sim, as leis existem, mas como quase tudo, feitas para poucos. Poucos aplicam, poucos cumprem, poucos fiscalizam e muitos outros poucos utilizam.  Multas e punições são outra categoria, não se enquadram em poucos, geralmente estão na quantidade zero ou praticamente nada. Mas o post não tem a finalidade de protesto e sim de comemoração.

No começo de dezembro (dias 04 e 05) São Paulo recebeu uma nova ilha, o Sesc Belenzinho. Além da acessibilidade física, praticamente 100% adaptada, é também uma fonte e porta de acesso das minorias à cultura e ao lazer. Lá, além dos espetáculos com nomes de sucesso, há também a oportunidade de participar das diversas oficinas culturais nas mais variadas áreas, salas de exposições, internet e também cuidar do corpo, com academia, salas de múltiplo uso, ginásio, quadras a céu aberto (inclusive de tênis) e também o complexo aquático.

SmartView. Revista posicionada abaixo do aparelho tem sua imagem mostrada em tela lcd, amplliada.

SmartView. Revista posicionada abaixo do aparelho tem sua imagem mostrada em tela lcd, amplliada.

Para cuidar da mente, além das expressões artísticas e da internet, há também uma biblioteca, com acervo de livros convencionais e audio livros. Mas o que mais chamou a atenção foi justamente a biblioteca. Nela encontrei dois aparelhos que, até então, não tinha visto assim, tão disponível, tão acessível. Um deles é um ampliador de imagens, o SmartView. Basicamente ele capta a imagem do que estiver abaixo, numa espécie de plataforma, e amplia nua tela lcd, semelhante aos antigos retroprojetores. Esse dispositivo é para pessoas que possuem baixa visão.

Dispositivo que contém, integrado, scanner, reconhecimento de texto por OCR, auto falantes e teclado de uma linha braille.

Dispositivo que contém, integrado, scanner, reconhecimento de texto por OCR, auto falantes e teclado de uma linha braille.

O outro, é o Poet Compact, é como um scanner, acoplado a um par de fones de ouvido e um teclado de uma linha, com células braille. O que ele faz? O processo de captura de imagem é semelhante ao convencional, uma fonte de luz age sobre o que estiver sobre o vidro do scanner e a imagem é interpretada através de OCR, uma tecnologia que permite ao mecanismo ‘ler’ e reconhecer o que é texto e o que é imagem. Transformado em texto, um aplicativo faz a tradução para palavras, literalmente lendo o que há no texto, sendo o som emitido nas caixas acústicas embutidas no aparelho ou então para os fones de ouvido.

Outra opção, no mesmo aparelho, é usar uma espécie de teclado braille. As linhas do texto, uma a uma, já passadas pelo OCR, são codificadas agora em braille e as células vão formando, através de pontos, as palavras, permitindo assim a leitura. Achou pouco? O aparelho ainda pode ser usado como leitor para audio livros, basta inserir o disco e ter uma agradável leitura.

Acima falei que a unidade Belenzinho é praticamente 100% adaptada. Infelizmente, não sei por qual motivo, a piscina destinada a prática de natação e hidroginástica não possui as instalações de acesso, com rampa lateral e barras de apoio, semelhante a outras unidades entregues anteriormente, como a de Santana e a de Pinheiros.

Fora esse detalhe, não tão pequeno assim, o atendimento é o mesmo, próximo da excelência. Sendo assim, só nos resta dar uma salva de palmas para a equipe do Sesc. Vocês merecem!

Galeria (14 fotos)

Serviço:
Sesc Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho
de 3a a domingo – próximo a estação Belém do metrô, lado Radial.

Obrigado, Daniela Momozaki, pelas informações do scanner e também no local.