Proteger de quem?

É.. pra alguns pode parecer novidade, barbaridade até, mas infelizmente as agressões são mais comuns do que imaginamos. Esta é apenas uma das que são noticiadas, pois de tão inusitada a situação toma um vulto muito maior.

Quem deveria proteger é o protagonista da agressão. Delegado bate em cadeirante por ter reclamado seus direitos. O delegado estacionou, indevidamente, na vaga para deficientes, que é de uso exclusivo e, questionado, partiu para agressão. Pena isso ser corriqueiro, ao menos aqui em São Paulo, onde vemos viaturas oficiais, com servidores fardados, utilizando as vagas para irem ao banco. Veja a matéria no link abaixo.

Site do G1 – Cadeirante é agredido por delegado que estacionou em vaga exclusiva

 

Cadeirante é agredido por delegado que estacionou em vaga exclusiva

A Capital das capitais

Cidade: Brasília
Data: 29/12/2010

Palá¡cio da Justiça

Palá¡cio da Justiça

A maioria de nós associa a cidade de Brasília ao cenário político, o que é quase inevitável e acaba trazendo com essa imagem uma sensação bastante desagradável. Mas a cidade não é palco só de escândalos vergonhosos, é sim uma cidade belíssima, com seus monumentos, vida noturna e um charme bem particular e, pq não, peculiar.

Brasília encanta em quase tudo, a começar pela diversidade cultural que é simplesmente fantástica, muito rica, um verdadeiro caldeirão cultural. Convive bem com a diversidade e sabe acolher muito bem os forasteiros.

Cultura
Por ser uma cidade relativamente nova, Brasília ainda não tem uma cultura e identidade que possa ser chamada de tipicamente brasiliense, quer dizer, talvez essa frase seja um grande engano. Acho que ai sim é que está a característica da cidade. Numa loja, por exemplo, é possível identificar pessoas de vários estados, convivendo e interagindo e essa justamente é a graça e a peculiaridade. Culturas unidas, formando uma cidade para todos.

Esculturas em frente ao Memorial JK.

Esculturas em frente ao Memorial JK.

Não há a situação, ao menos não percebi, como aqui em São Paulo, de uns que se dizem ou pensam ser donos da situação e hostilizam quem não é daqui, a exemplo dos nordestinos, que muitas vezes são alvos de ‘brincadeiras’ e da estupidez de alguns poucos mal criados.

Preconceitos à parte, a culinária vive um momento de glória. O que prevalece são as culturas nordestina, mineira e a goiana, até pela proximidade desses. Dá pra se fartar de delícias, com cautela é claro, e saborear pratos diferentes. Alguns encontramos em restaurantes paulistanos, mas não dá, o sabor daqui é diferente, parece que tem o gostinho da origem, da culinária que realmente se propõe, seja ela goiana, mineira ou nordestina.

Em Pirenópolis-Go, que falarei em outro post, experimentei o frango caipira com quiabo. Eita delícia! E olha que eu não gostava de quiabo, mas o de lá é mto bom. =)

Palácio do Planalto

Palácio do Planalto

Voltando a Brasília, fomos a um restaurante típico mineiro e pedimos frango com os acompanhamentos: feijão, farofa, arroz e batata. MEU DEUS!!! Fico salivando quando lembro daqueles pratos.

Monumentos
Infelizmente meu período de estada no DF foi chuvoso e em tempo quase integral, ou seja, não deu pra fazer as visitações e também, pelo período, final de ano, muitos estavam fechados ou com horários bem limitados. De qualquer forma, no que pude ver, ao menos o Plano Piloto, se não for totalmente, é praticamente todo acessível, ainda que meio precário e improvisado, mas muito melhor que alguns lugares  que andei visitando. Minha idéia era ter feito o percurso, de metrô, de Taguatinga até o Plano Piloto e lá circular com a cadeira, mas ficará para uma próxima vez.

Congresso!

Congresso!

Segundo amigos, o metrô é bem parecido ao de São Paulo, 100% acessível, com rampas ou elevadores. Nos locais que visitamos, para as fotos, todos são aparentemente acessíveis e nos sites as informações são as mesmas, que há acessibilidade.

Pretendo retornar a Brasília em outra oportunidade, talvez no inverno, com dias mais ensolarados (e muito secos), típicos no clima da região. Ai sim, talvez consiga utilizar o transporte público e visitar os monumentos. Basicamente o passeio ficou restrito aos percursos de carro e aos shoppings, são muitos, por toda a cidade.

Bom, um vídeo pra comemorar o Ano Novo, já que, não sei por qual motivo, não houve queima de fogos na Esplanada. Vai saber… Os fogos vistos na imagem são de uma cidade satélite e não o Plano Piloto.

Só pra constar, esse “wowwwwwwwwwww”, no início da gravação, não é meu. HAHAHAHAHA.

Nos vemos em Pirenópolis.

Rumo ao aeroporto

 

Cidade: São Paulo – SP
Data: 29/12/2010

Visão da área de espera para embarque do aeroporto internacional de São Paulo, Cumbica.

Visão da área de espera para embarque do aeroporto internacional de São Paulo, Cumbica.

Como tudo tem um começo, o meu foi pelo aeroporto. Meu destino é Brasília, Aeroporto JK mas, pra chegar lá, um certo caminho a percorrer.

Já que a idéia do blog é a mobilidade, decidi ver se realmente os caminhos que levam ao aeroporto são os mesmos também para um cadeirante, então decidi ir pelo jeito menos convencional. Peguei o metrô, com mala, cuia, muletas e tudo mais. Embarquei na estação mais próxima de minha casa e desembarquei na estação Tatuapé, seguindo para o terminal de ônibus.

 

Duas malas, colocadas no espaço para cadeirantes, no ônibus com destino ao aeroporto. Essas malas não são minhas.

Duas malas, colocadas no espaço para cadeirantes, no ônibus com destino ao aeroporto. Essas malas não são minhas.

Há duas linhas (257 e 299) que levam ao aeroporto internacional, mais conhecido como Aeroporto de Cumbica, que fica em Guarulhos – SP e são operadas pela EMTU. Pelo que observei, a maioria dos ônibus da linha são adaptados, com piso baixo e rampa dobrável, para acesso a cadeira de rodas, porém… lá vem o porém, geralmente o espaço é preenchido por malas, muitas malas, de todos os tipos, cores, tamanhos e com os conteúdos mais diversos.

 

Antes de embarcar o motorista procurou saber se eu iria naquele ou se aguardaria alguém, aliás, foi uma das coisas que mais ouvi: “está viajando sozinho?!”. Enfim, não é todo dia que se vê um cadeirante, com mochila nas costas  e mais duas outras bolsas menores a caminho do aeroporto.

Chegando ao aeroporto e por ser próximo ao feriado de fim de ano, 29/12, até que não estava tão movimentado. Check-in tranquilo, embarque igualmente tranquilo, via plataforma (finger).

Resumo da ópera: SIM, serviço totalmente acessível, muito mais barato que veículo próprio ou taxi, pois custa apenas R$ 3,80 a passagem e é relativamente rápido. O único problema foi realmente as malas, ainda que eu estivesse lá, colocadas por funcionário da própria empresa em frente minhas pernas. Caso utilize esse serviço, verifique qual o percurso, pois há duas linhas, uma vai pela Av. Assis Ribeiro (linha 299), que é trecho urbano e mais lento, o outro direto (linha 257), vai pela Rod Ayrton Senna e só parou uma vez.

Serviço:
EMTU (Empresa que opera a linha: Internorte)
Metrô Tatuapé, terminal Norte
R$ 3,80 por trecho.