Novos desafios

Medalha Sesc Consolação

Medalha Sesc Consolação 13 / ago / 2011

Bom, novos rumos, novas oportunidades.

Em agosto houve uma corrida em São Paulo, promovida pelo Sesc Consolação e, adivinhem, lá estava eu. Hehehe. Foi uma nova oportunidade e experiência.

Cadeira para competição - Loja Como Ir (valor, no dia da publicação do post, R$ 14.315,00)

Cadeira para competição - Loja Como Ir (valor, no dia da publicação do post, R$ 14.315,00)

No domingo anterior a prova fui conhecer o percurso, 5 quilômetros. O local, no centro de São Paulo, Elevado Costa e Silva, mais conhecido como minhocão, que vai do centro até o início da zona oeste. Pois bem. Lá vou eu e minha cadeira, convencional. Seu modelo é esportivo, mas não própria para atividades físicas. As cadeiras de corrida são melhor desenhadas e preparadas, possuem uma única dianteira, maior e mais segura.

Pois bem, fui. Nunca me senti tão cansado como naquele percurso, ainda mais porque estava sol, não tão quente como o verão. Foi bem difícil. O percurso tem altos e baixos, alguns mais longos, o que em partes ajuda na recuperação, durante a descida, mas em compensação, nos momentos de subida, cansam e doem muito.

Matéria sobre treino para Meia Maratona de São Paulo no Elevado Costa e Silva - Jornal Diário de São Paulo

Matéria sobre treino para Meia Maratona de São Paulo no Elevado Costa e Silva - Jornal Diário de São Paulo

Feito o treino, tive uma recuperação praticamente tranquila, fiquei cansado, bastante, só consegui estar bem mesmo na quarta-feira seguinte.

No dia da prova, uma certa ansiedade, afinal, minha primeira corrida e minha primeira corrida numa cadeira. Concentração, retirada do kit, encontrar os amigos e fazer o aquecimento. Todos posicionados, a tensão aumenta. Agora, sem a compania dos amigos (Alceu, Roberto, Vinícios e o Tato, filho dele) tudo fica ligeiramente estranho, as pessoas se aglomerando, eu no meio. MEU DEUS!!! O QUE TO FAZENDO AQUI?!?!

Agora é tarde, deram a largada.

Som no último e vamos lá. Atenção pra não cair nos buracos e depressões dos viadutos e ligações entre as partes. Gente, gente, gente, só e que vejo é gente e suas partes. Olha pra frente, olha pra baixo, pra frente e pra baixo. Respira, tenta ficar calmo, economiza pra volta.

Ufa, metade quase concluída, final do elevado. Opa! Tenho que fazer a volta, pela outra pista do elevado, mas tem uma divisão, como ultrapassar? Uma micro rampa, não em largura, mas em extensão está lá, não pra mim, mas para os que andam não tropeçarem no meio-fio. Bom, seja o que Deus quiser! Embalo e vai. Bora, começar subir o restante da prova.

Água, por favor, água!!! Dois copos e sigo em frente. Cansaço batendo forte. Emoção e dor, o que vem primeiro? Chegaram juntos. O cumprimento e incentivo dos amigos que ultrapassam, desejando força pra continuar, são goles extras de uma água invisível.

Metros finais, voltamos para a pista anterior, agora é só subir. Como se fosse fácil.

O trecho a partir da altura da Rua Jaguaribe em diante, aproximadamente 500 m, é inclinado, sendo seus últimos 100m, para quem já percorreu 5km, praticamente uma ladeira. Ai sim, zig zag pra aguentar a subida, braço doendo muito, mas a cada cumprimento, tapa no ombro, grito e aplauso do público para todos os atletas, isso não tem preço, é mágico, é bom, é como uma mensagem de “vai lá, tá chegando, você consegue!”

Dai chega o Paulo (Paulinho), um dos instrutores do Sesc e me acompanha nos metros finais.

Poxa! Consegui. Muito realizado e satisfeito. Que venha Sorocaba, próxima etapa.

Tempo: 00:32:11
Percurso: 5 km

Anúncios

    • Eita Marcão, nem me fale! Ontem chorei editando o post :$

      É, sou chorão pra caramba, na hora que vc está chegando, ver alguns rostos amigos aplaudindo e incentivando, putz.. se a dor não fosse tanta e a necessidade de usar os braços e a concentração não fosse tamanha, certamente eu teria chorado antes de chegar. hehehehe

      Agora é sua vez de experimentar isso =)

  1. ” Meu Deus.. O que eu estou fazendo aqui”, realmente, essa é uma pergunta que nos tambem fazemos quando encontramos vc nessas competições, no começo a gente fica pensando, ele é louco..??? rsss!! Mas depois passamos a acreditar em voce e perceber que voce pode fazer coisas que ate Deus duvida. Um mistura de sentimentos.. mas o principal deles é orgulho de ter um amigo guerreiro e dedicado como vc. Sempre que puder, estarei na torcida, podendo contar comigo sempre. Abraços

    • Eita Alceu!!! Sei que sempre conto com amigos, vc é um deles. Além da boa compania e das risadas, que basta um olhar pra cara do outro pra isso, sempre posso contar com o fotógrafo oficial do blog =D
      Sim, ainda há mto improviso, não tenho os equipamentos certos e ainda sou obrigado a ouvir coisas do tipo “tá doido? tomou água de penico?” Mas o melhor de tudo ainda é ouvir, ao final da competição, o mesmo que perguntou se eu era louco e que não chegaria ao final com aquela cadeira, uma frase de espanto: “pô, você mandou eu sair da frente na curva, como assim?”.
      É, sou meio abusado mesmo hahahahaha

      Valew!!!

  2. Caracas o seu relato foi muito emocionante. Estive lá torci por voce , mas lendo o relato, tudo se completou, e a corrida obteve novo perfil. Parabéns pela iniciativa e com certeza nas próximas as coisa fluiram melhor para voce. pois a experiência da primeira será fonte se inspiração para as demais. Grande abraço
    Roberto Farinha

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s